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A Palavra Selvagem
3 Março @ 20:30 - 22:00

escrita, escuta e reencantamento do mundo
“As belas palavras são seres sagrados, foram os primeiros seres a serem criados. Então a poesia, a música, o modo como lidamos com a palavra também faz parte da cura das nossas feridas”
(Geni Nuñez)
Uma travessia da linguagem como território vivo — a ser descolonizado, reflorestado e reencantado — articulando criação, escuta, corpo, memória e mundo — um território em que tudo se inclina.
Princípio central
A escrita não como técnica de domínio, mas como:
- gesto de escuta
- prática de relação
- cultivo de mundos possíveis
Aqui linguagem é vista como:
- um sistema ferido
- um arquivo colonial
- e, ao mesmo tempo, um campo fértil para reinvenção
“Ao desaprender damos as boas vindas à reinvenção” (Felipe Tavares)
A quem pode interessar?
- A quem gosta de escrever mas não sabe por onde começar ou como avançar e procura desbloquear a sua escrita;
- A quem deseja conectar-se com o imenso potencial de criatividade que todos temos;
- A quem deseja reencantar-se e criar novas narrativas;
- A quem escreve mas sente que precisa “despentear” a sua escrita;
- A ativistas e educadores que procurem ampliar as suas ferramentas criativas;
- A quem procura o aconchego e incentivo do grupo para fazer fermentar o processo de escrita;
- A quem acredita que as palavras, a imaginação, a poesia, a arte, podem tocar o mundo.
A travessia:
Vamos trazer ideias e conceitos da Ecologia Profunda, da Ecopsicologia, das Culturas Regenerativas, que nos permitam “ver com novos olhos”, desaprender, dissolver rigidez ou confusão e abrir espaço para o (re)encantamento. Pois somos complexos, compostos, porosos, entrelaçados. E o caminho é abraçar os paradoxos, as incertezas, os limiares, as ambiguidades, a complexidade. Somos natureza, mamíferos, criativos – não somos o centro de todas as coisas, mas sim relação – pois tudo se apoia. E isso é um grande alívio. Não temos de ser perfeitos. Somos suficientes. E temos tudo o que é preciso.
Ao longo das aulas e práticas, vamos descobrir ou revisitar autores e referências. Utilizaremos diferentes técnicas e ferramentas que facilitam a conexão e libertação através da escrita.
“Precisamos escolher as histórias que nos servem, abandonar as que não fazem sentido e recriar a narrativa do nosso futuro.” Felipe Tavares, Liderança Regenerativa
Esta travessia é um convite para viver em estado de poesia com presença, conexão e sensibilidade.
As paragens:
Desaprender a língua
A linguagem como território
Reflorestar o vocabulário
Corpo, voz e oralidade
Escrita como gesto político-sensível
Reencantamento e futuro
A travessia consta de 12 encontros de 1h30.
Os encontros são online (plataforma Zoom) às Segundas-feiras das 20:30 às 22:00
Datas: a partir de 23 de Fevereiro 2026
Preço: €50 mensais, €150 no total
Inscrições por formulário
Orientação Margarida Cardoso – praticante Zen, é professora de meditação e mindfulness, com formação em Línguas, Literaturas e Culturas e Pintura, trabalhou profissionalmente em lexicografia e vegetarianismo e interessa-se por escrita, artes expressivas e criatividade, orientando desde 2001 workshops, cursos e retiros de meditação em que integra estes componentes.
