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O Santuário

21 Setembro @ 20:30 - 9 Novembro @ 22:00

Estudo do livro e prática em comunidade

Estamos habitualmente tão envolvidos na agitação e azáfama do dia-a-dia, tão ocupados com fazer, preocupados com notícias e afetados por todo o tipo de estímulos, que resta pouco espaço para o mistério da vida e da realidade. Nestes encontros temos um tempo e um espaço para refletir, contemplar, compostar… e (des)aprender.

A 21 de Setembro iniciaremos um novo ciclo à roda do livro “O Santuário – Ensaios sobre Eco-Mitologia“, de Sofia Batalha. Estão previstos nove encontros sobre os temas do livro:

Sessão 1 Prólogo e Perspetiva Eco-mitológica

Sessão 2 Matrizes ecológicas e comunitárias

Sessão 3 Armadilhas e alçapões da modernidade

Sessão 4 Sair da Sala de Espelhos – O Mundo como ele é

Sessão 5 Visões de Fogo

Sessão 6 Inspiração do Vento

Sessão 7 Vozes da Água e Consciência Oceânica

Sessão 8 Metamorfose

Sessão 9 Que histórias escutas agora?

 

Sofia Batalha: “Sou ‘designer’ por formação académica, professora por acaso, escritora por necessidade visceral e investigadora independente por curiosidade natural. Sou mamífera, autora, mãe, mulher e tecelã de perguntas. Desajeitada poetiza de prosas sem conhecimentos gramaticais. Peregrina entre paisagens interiores e exteriores, recordando práticas cósmico-ctónicas em presença radical.”

O Santuário – Ensaios sobre Eco-Mitologia:

A Eco-Mitologia fala do entrelaçamento essencial entre Ecologia e Mitologia.

Ecologia como os conjuntos interdependentes, simbióticos e dinâmicos dos múltiplos sistemas vivos que nos dão vida — das paisagens aos animais, passando pela meteorologia e os ciclos. A Mitologia como as linhas matriz — codificações oníricas, simbólicas e metafóricas — das histórias ancoradas pelo corpo, através do mais-que-humano e dos lugares.

Quando: Segundas das 20h30 às 22h00.

Onde: plataforma Zoom

Contribuição: por donativo (livre)

Inscrição: por FORMULÁRIO

 

 

“Quando é que nos esquecemos de que tudo na terra está entrelaçado, dos rios à comida que comemos, das montanhas às casas que erguemos, do ar à água que bebemos, da floresta à horta que plantamos, do lobo ao ovo na capoeira, da abelha aos frutos na mercearia, da bactéria à chuva que rega a terra, da paisagem à forma como imaginamos, do movimento dos astros à forma como rezamos? Tudo, absolutamente tudo é interdependente neste planeta. Por isso as culturas originárias, vulgo indígenas, sacralizaram a vida, porque sabem que sem deuses não há pedras, sem pedras não há florestas, sem florestas não há chuva, sem chuva não há alimento, sem alimento não há comunidades humanas e não humanas, sem comunidades não há Terra. É uma teia. E se se rompe um fio, rompe-se a estrutura. Mas nós, que criamos, que nos revoltamos, que choramos, que sonhamos, que oramos, que fazemos conjuros, que curamos, que cultivamos, que lembramos… Nós podemos, quais aranhas, tecer novos fios para compor de novo a teia. E assim relembrar que o Santuário somos Nós. Não eu nem tu, perdidos no delírio individualista da pós-modernidade. Mas Nós-húmus, Nós-placas-tectónicas, Nós-humanos, Nós-ventos, Nós-líquenes, Nós-toupeiras, Nós-larvas, Nós-florestas, Nós-peixes, Nós-abissais, Nós-água, Nós-todos, Nós-Terra. Cada milímetro deste chão, cada poro, cada átomo. O Santuário somos Nós.”

@samuelfpimenta, autor e ativista, sobre o livro O Santuário

Detalhes

Início:
21 Setembro @ 20:30
Fim:
9 Novembro @ 22:00
Categoria de Evento:

Organizador

Centro Budista do Porto
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